A perseguição aos cristãos na Tunísia
Opressão islâmica atinge os cristãos ex-muçulmanos
na Tunísia nos âmbitos familiar, social e político Apesar de ser um
país mais moderado e democrático na região, cristãos ex-muçulmanos na Tunísia
precisam de orações para viver a fé em liberdade.
O principal tipo de perseguição
aos cristãos na Tunísia é a opressão islâmica. Ela opera
em diferentes níveis: familiar, social e político. No nível familiar, cristãos
ex-muçulmanos geralmente não têm o apoio da família sobre a decisão de se
converter. Há casos de convertidos que são trancados dentro de casa pela
própria família. No nível social, militantes islâmicos espalham medo em todo o
país. No nível político, partidos políticos islâmicos ainda são influentes.
O relativamente alto nível de
violência contra cristãos é devido a incidentes envolvendo abuso físico,
casamento forçado, abuso sexual e assédio. Além disso, muitos cristãos tiveram
que sair de casa e ser realocados dentro do país por enfrentar pressão dos
próprios familiares. No entanto, o índice de violência não é tão alto quanto em
outros países da região, como Egito e Líbia.
Resultados positivos da Primavera Árabe
Apesar dos desafios econômicos e
de segurança que enfrenta, a Tunísia é o único país em que a Primavera Árabe
levou ao surgimento de um governo mais legítimo e democrático, no qual partidos
seculares e islâmicos têm sido capazes de governar em uma base de consenso e
compromisso recíproco. Um desenvolvimento interessante disso é que o Ennadha,
que era o maior e mais proeminente partido político islâmico da Tunísia, se
tornou oficialmente secular.
Ao mesmo tempo, há partidos
radicais islâmicos, que o governo está tentando banir por serem uma ameaça para
a ordem pública. Em uma declaração, o primeiro-ministro enfatizou a ligação
entre terrorismo e crime organizado, dizendo: “Estamos convencidos de que há
uma ligação entre contrabando, financiamento do terrorismo, atividades ilegais
na fronteira e também evasão de divisas”. Tudo isso contribui para o aumento de
medo entre os cristãos. Por outro lado, a Tunísia se revelou como o país número
um de origem dos combatentes estrangeiros na Síria, muitos dos quais estão
retornando ao país após serem radicados no Estado Islâmico (EI).
Pode-se afirmar definitivamente
que há desenvolvimentos positivos ocorrendo na Tunísia, que podem criar uma
sociedade mais aberta a longo prazo, permitindo aos cristãos ex-muçulmanos mais
liberdade para praticar a fé cristã. No entanto, há que se esperar para ver se
a sociedade tunisiana quer dar prosseguimento a esse singular desenvolvimento
dentro do mundo árabe ou se quer retornar a uma interpretação mais rigorosa do
islã.
Eleição de setembro será momento chave
As eleições presidenciais, que
deveriam ser convocadas em novembro, serão antecipadas devido à morte do presidente Beji Caid Essebsi há
um mês, no final de julho. A autoridade independente encarregada de organizar
as eleições anunciou que a eleição presidencial será adiantada para 15 de
setembro. Depois da Primavera Árabe, o povo tunisiano conseguiu um sistema no
qual o poder muda por meio de eleições e irá às urnas pela terceira vez após a
revolução. Além do presidente, será eleita também a segunda legislatura da
Assembleia dos Representantes do Povo. A eleição será um momento chave para
verificar se as políticas do governo atual são apoiadas pelo povo da Tunísia.


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jesiel Morais a serviço de Deus.